
Resumo
- Meta lançou uma modalidade mais barata para o modelo de IA Muse Spark para empresas que aceitarem compartilhar dados para treinamento.
- O plano “contributor” reduz o preço por processamento de respostas para US$ 0,10 por milhão de tokens de entrada e US$ 0,20 por milhão de tokens de saída.
- A empresa busca coletar exemplos de uso real para melhorar o treinamento de agentes de IA.
Em uma tentativa de se manter competitiva frente a OpenAI e Anthropic, a Meta criou uma modalidade mais barata para o Muse Spark. O modelo, voltado a programação e IA agêntica, agora oferece um plano que reduz drasticamente o custo de consumo de tokens, mas, em troca, permite à Meta usar os dados para treinamento.
No plano, chamado “contributor”, a diferença chega a 95% em relação à modalidade convencional, que mantém os dados protegidos das rotinas de treinamento. O desconto faz o preço pelo processamento das respostas cair para 5% do convencional:
- Entrada: de US$ 1,25 para US$ 0,10 por milhão de tokens
- Saída: de US$ 4,25 para US$ 0,20 por milhão de tokens
De acordo com a Meta, a modalidade é uma opção para protótipos, testes de integração e experimentos, ou seja, situações nas quais não deve haver muita preocupação com o uso dos dados. O plano roda os modelos Muse Spark 1.3 Contributor e Muse Spark 1.2 Contributor.
A nova modalide deve aliviar o bolso para atividades mais simples, que não incluam códigos e documentos proprietários ou informações de clientes.
Meta quer coletar exemplos de uso real

A estratégia deve fomentar mais dados sobre tarefas reais de desenvolvedores para o treinamento de agentes de IA da empresa, algo que tem sido difícil, de acordo com o TechCrunch. Neste ano, a Meta chegou a testar um programa interno para monitorar o uso dos computadores pelos funcionários para criar dados de treinamento, o que foi suspenso em junho.
O desafio é ainda maior fora da programação. Há muitos registros disponíveis sobre desenvolvimento de software, mas menos exemplos de como pessoas utilizam planilhas, sistemas administrativos, ferramentas corporativas e outros programas no dia a dia.
Mas, para além dos dados de treinamento, o desconto também coloca o Muse Spark na disputa entre fornecedores de IA, como OpenAI e Anthropic, que também anunciaram redução de preços de APIs e tentando tornar os próprios modelos mais usados em larga escala.
O preço dos tokens das IAs tem se tornado um problema, já que muitas corporações teriam adotado sistemas de IA internamente sem considerar o formato de assinatura. Diferente da mensalidade comum de chatbots tradicionais, as APIs cobram pelo uso de tokens, pedaços de texto usados no processamento dos prompts.
Novo plano chega com o Muse Spark 1.3

A redução de preço chega com o lançamento do Muse Spark 1.3 nesta quarta-feira (02/09), continuando uma sequência de atualizações mensais desde julho, com o Muse Spark 1.1, que foi atualizado novamente há cerca de um mês.
Um dos principais pontos do novo modelo da empresa é justamente a economia: de acordo com a Meta, o Muse Spark 1.3 usou 25% menos tokens em comparação a versão anterior.
A família, dedicada a tarefas mais complexas e atividades autônomas, também recebeu melhorias na capacidade de gerenciar multitarefas e dar sequência a fluxos trabalhos longos, além de diminuir a quantidade de interrupções.
As mesmas “novidades” foram trazidas pela OpenAI no lançamento do GPT-6 Astra, apenas um dia depois. Os números obtidos pela empresa de Sam Altman em benchmark sobre execução de tarefas autônomas (OSWorld 2.0) foram, inclusive, superiores aos alcançados pela Meta: 72,6% de acerto contra 66,9%.
Meta oferece 95% de desconto em IA para quem compartilhar dados



