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Inteligência Artificial é a 5ª revolução industrial, mas não chega ao mesmo tempo para todos

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Por Roberta Prescott … 07/02/2024 … Convergência Digital

A inteligncia artificial j apontada como a quinta revoluo industrial, mas a jornada ainda torta e difcil. A grande questo que, atualmente, est na mente dos lderes como, no fim do dia, se monetiza a implementao de inteligncia artificial generativa. Foi assim que Altair Rossato, CEO da Deloitte no Brasil, abriu o evento da consultoria focado em IA generativa, nesta quarta (07/02).

“A dor dos clientes tangibilizar o que tanto discutimos sobre IA e como enderear as questes de transformaes de negcios para que seja mais produtivo. Tenho conversas com CEOs. H cinco anos, a preocupao era a produtividade e, hoje, com inteligncia artificial generativa”, apontou para a plateia que acompanhou o Deloitte GenAI Summit, tanto presencial, quanto virtualmente.

Para Renata Muramoto, scia-lder de Consultoria Empresarial na Deloitte, a transformao to grande que no pode ser individual. “Dos nossos servios hoje, 50% deles no existiam cinco anos atrs. Sentimos que estamos em um ponto de inflexo”, disse a executiva.

Mas este ponto de inflexo no algo que chegar para todas as pessoas nem para todas as organizaes ao mesmo tempo, como assinalou por dezenas de vezes em sua palestra Leandro Mattos, facilitador global da Singularity University, especialista na construo de tecnologias para o crebro e de inovaes focadas no impacto social positivo. “No o que vai acontecer, quando. O futuro no chega para todos ao mesmo tempo, mas, se voc perder o ponto de inflexo, muda tudo”, ressaltou Mattos, explicando que, quando a evoluo das tecnologias lineares encontra a exponencial tem-se o momento que as pessoas so surpreendidas. 

O momento atual de aumento do desempenho de plataformas de inteligncia artificial ao mesmo tempo em que o custo cai — e esta a receita para o advento de tecnologias disruptivas. Citando o executivo de tecnologia tailands e baseado na China Kai-Fu Lee, Leandro Mattos apontou trs ondas de inteligncia artificial. A primeira a interao homem-mquina, a segunda com as pessoas criando seus prprios robs e a terceira quando os robs conversam entre si e geram valor.

No entanto, necessrio capacitar as pessoas para avanar — e isso faz toda a diferena no tempo, o que d (ou no) vantagens competitivas. “S treinar no basta: precisa aumentar no o conhecimento — hard skills, soft skills —, mas a complexidade cognitiva com ampliao da capacidade mental. O momento hoje exige performance cognitiva”, salientou Mattos. Para ele, a adaptabilidade e o conhecimento em IA devem ser as ferramentas mais poderosas.

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