sábado, 24/02/2024
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Alunos da rede pública recebem noções ambientais

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A especialista na área de educação ambiental da Solurb, Lucimara Calves, desenvolve um estudo na área há 25 anos e explica que o trabalho em parceria com a Semed tem como proposta fazer com que as pessoas observem a importância da coleta seletiva
Nosso desafio é a inserção do cidadão na coleta seletiva, porque 76% das residências recebem a coleta seletiva, mas apenas uma entre dez casas está fazendo a coleta

Nosso desafio é a inserção do cidadão na coleta seletiva, porque 76% das residências recebem a coleta seletiva, mas apenas uma entre dez casas está fazendo a coleta / Reprodução

Com o intuito de trabalhar desde cedo a conscientização das crianças e de toda a comunidade escolar para cuidar do meio ambiente em que vivem, a Semed (Secretaria Municipal de Educação) realiza em parceria com a Concessionária Solurb o projeto Reciclando Nossas Atitudes.  Ao todo mais de 50% das escolas municipais e ceinfs já receberam as atividades.

Nesta semana, foi a vez do Ceinf (Centro de Educação Infantil) Antônio Mário Gonçalves da Silva, no bairro Arnaldo Estevão de Figueiredo. No total, 80 crianças da unidade receberam recreação e palestra de conscientização sobre o lixo e materiais recicláveis.

A especialista na área de educação ambiental da Solurb, Lucimara Calves, desenvolve um estudo na área há 25 anos e explica que o trabalho em parceria com a Semed tem como proposta fazer com que as pessoas observem a importância da coleta seletiva.  A palestra aborda todo o processo de realização da coleta seletiva, desde os bairros onde os caminhões da empresa atendem até como a comunidade pode participar, além de especificar o que é lixo reciclável e o que não é.

O projeto existe há quatro anos e oferece palestras, oficinas e gincanas. As palestras acontecem de forma lúdica quando são apresentados vídeos de história animada, além do mascote da empresa que interage com os alunos.

Desafio

“Nosso desafio é a inserção do cidadão na coleta seletiva, porque 76% das residências recebem a coleta seletiva, mas apenas uma entre dez casas está fazendo a coleta. Queremos que a população faça a sua parte”, explicou Lucimara Calvis.

Lucimara ressalta que a participação no projeto é fundamental porque além de ajudar o meio ambiente, tem um papel social, já que contribui com a renda dos catadores das cooperativas.

Incentivo

A diretora do Ceinf, Glades Pivoto conta que incentiva os professores da unidade a trabalhar essa temática, disseminando a ideia entre as famílias.  “Para nós esse trabalho é muito importante. Quando o professor propõe esse tipo de ação ficamos felizes, porque os alunos disseminam as informações e irão levar para outras pessoas”, disse.

Glades avalia que os pais dos alunos também são muito participativos e sempre realizam reuniões para transmitir à direção da unidade, como estão percebendo o aprendizado dos filhos nas questões ambientais e a mudança de comportamento. Segundo ela, há sempre um retorno positivo dos estudos que são desenvolvidos com as crianças.

Aprendizagem

A professora de Educação Infantil, Jana Regina Soares trabalha, na unidade há sete anos foi quem teve a ideia de fomentar o trabalho de mostrar para as crianças e pais a importância do meio ambiente. “Eu quero sensibilizar a comunidade e as crianças para que transponham os muros do Ceinf para chegar a conscientização até em casa. Com o trabalho, as crianças transmitem o que a gente conversa e também trazem de casa como é a atitude dos pais”, disse.

A professora ainda ressaltou que as aulas com as crianças rendem uma cobrança para os pais, pois os alunos pedem mudanças de atitudes. Segundo ela, as crianças comentam que chamam a atenção dos pais sobre jogar o lixo no local correto, por exemplo.

Durante as aulas no Ceinf, a professora Jana ensina as crianças que algumas embalagens podem ser reaproveitadas. Ela mostra aos alunos que nem tudo é lixo e que algumas embalagens podem ser transformadas. “O resultado desse trabalho com as crianças será sempre multiplicador, e vai futuramente criar mudanças de atitudes das pessoas”, concluiu.

Fonte: A Crítica

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