quarta-feira, 21/02/2024
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Servidores realizam ato contra possível privatização da MSGÁS

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Nesta sexta-feira, dia 11 de agosto, os trabalhadores da Companhia de Gás do Estado de Mato Grosso do Sul (MSGÁS) promoveram um ato contra a privatização da empresa estatal. Cerca de 60 servidores se concentraram na entrada da sede da concessionária, em Campo Grande, no mesmo horário em que estava marcada a abertura das propostas da licitação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para contratação de serviços relativos à estruturação e implementação da desestatização da companhia.

Trabalhadores da MSGás protestam contra abertura de estudo pelo BNDS para possivel privatização da MSGás. A mafistação ocorreu em frete a MSGás, saída para Três Lagoas.
Trabalhadores da MSGás protestam contra abertura de estudo pelo BNDS para possivel privatização da MSGás. A mafistação ocorreu em frete a MSGás, saída para Três Lagoas.

O protesto foi para mostrar o descontentamento dos servidores com a possibilidade de privatização da empresa pública, já que o estudo técnico pode ser o primeiro passo para que a estatal seja entregue à iniciativa privada.

“Não há razão para a privatização da MSGÁS. Não seria interessante para o governo estadual, principalmente num momento de crise econômica, abrir mão de um ativo estratégico para o desenvolvimento do Estado e de uma empresa lucrativa, que gera recursos para os cofres do governo de Mato Grosso do Sul”, afirmou Thiago Andreotti e Silva, membro da comissão que representa os servidores da MSGÁS.

Com a privatização, o Governo do Estado pode abrir mão de uma empresa que atua em um setor estratégico e lucrativo. A MSGÁS apresentou nos últimos dois anos um aumento do lucro líquido de 154%. Conforme relatório anual, o lucro líquido da companhia foi de R$ 12,9 milhões em 2016 – foi o 3º melhor resultado desde sua criação em 1998.

Para a presidente do Sinergia-MS (Sindicato dos Trabalhadores na Indústria e Comércio de Energia no Estado do Mato Grosso do Sul), Elizete Almeida, com a privatização, todos perdem: sociedade, empregados e a própria empresa. “Quando a Enersul foi privatizada, um mês depois, dezenas de funcionários foram demitidos através do PDV (programa de demissão voluntária), além de aumentar a tarifa de energia elétrica. E isso é o que vai acontecer também com a companhia de gás. Não há benefícios para a sociedade com a privatização”, ressaltou Elizete.

Este foi o primeiro ato realizado pelos servidores da companhia, outros protestos e até mesmo paralisações podem ocorrer no decorrer do ano. A empresa é composta por 67 servidores egressos de três concursos públicos.

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