sábado, 24/02/2024
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Estudantes deixam reitoria da UFGD e faculdade fala de institucionalização

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Os acadêmicos do curso de licenciatura em Educação do Campo que estavam “acampados” desde a segunda-feira (07), na reitoria da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados) deixaram o local nesta quarta-feira (09), conforme a assessoria de comunicação da instituição.

Os estudantes questionam a realização do vestibular 2017, que garante a entrada de mais alunos no curso e solicitam a manutenção de garantias de assistência que possuem como alimentação e alojamento no decorrer da licenciatura.

Conforme a instituição, o curso faz parte da Faculdade Intercultural Indígena (Faind) e os recursos de custeio eram garantidos via Procampo (Programa de Apoio à Formação Superior em Licenciatura em Educação no Campo), um programa do governo federal cancelado ano passado.

O posicionamento da reitoria para com os alunos é sobre a institucionalização da Licenciatura em Educação no Campo (Leduc) para a manutenção do curso na UFGD.

A proposta é levar o assunto ao Conselho Universitário (Couni) para discussão, com presença de todos os representantes da comunidade acadêmica, para que que a incorporação da Leduc à matriz orçamentária da UFGD tenha mais recursos compartilhados para a manutenção de todos os seus benefícios.

Atualmente, os estudantes da Leduc recebem uma bolsa permanência no valor de R$ 300,00, alimentação e alojamento para quando estão na Universidade, considerando que o curso é no modo de alternância.

O diretor da Faind, Antônio Dari, diz que a faculdade vive em uma tensão constante por causa da questão financeira. A situação é ainda mais complicada conforme ele, por se ter sitiantes, estudantes que viajam 15 horas de barco para chegar em Corumbá e vir para UFGD estudar.

Conforme a reitora, Liane Calarge, deve haver uma estratégia interna de fortalecimento de todos os cursos da UFGD. “Nosso compromisso não é de fechar curso, pelo contrário, é de manter inclusive a Leduc, que é nosso compromisso social mas, querendo ou não, precisamos de dinheiro para mantê-lo. Nós vamos institucionalizar a Leduc via Couni, pois essa decisão deve ser coletiva e todas as faculdades devem saber da onde está vindo o dinheiro para manter o curso”, explicou.

A Pró-Reitoria de Avaliação Institucional e Planejamento (Proap) passará um levantamento real do custo do curso aos diretores para a construção coletiva de institucionalização da Leduc.

Ainda conforme a assessoria, após 23 de agosto, a administração central da UFGD terá informações mais concretas sobre o orçamento para 2018, já que terá o Projeto de Lei Orçamentária Anual (Ploa) aprovado e, com essas informações em mãos, o assunto será apresentado e debatido na reunião do COUNI.

A instituição cita ainda que vai procurar a Prefeitura de Dourados para que seja parceira também na manutenção da Leduc através da cedência do Douradão como alojamento para os estudantes quando estiverem nas etapas de ensino na UFGD.

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