Continuam as incertezas com o clima para o plantio de soja e milho nos EUA e para a safrinha aqui no Brasil

As cotações futuras da soja e do milho registraram mais um dia de disparadas e de novos recordes, aponta a Consultoria AgResource Brasil. Nesta quarta-feira, 21, a oleaginosa atingiu US$ 14,99 na máxima do dia para maio 21, enquanto o óleo de soja também foi destaque. Já o milho alcançou US$ 6,28 no mesmo contrato e US$ 6,09 para julho 21.

“O mercado da soja segue influenciado pelo aperto do mercado físico e altas históricas dos prêmios no interior dos EUA. Como há pouca oleaginosa no país, processadores aumentam as ofertas para conseguir o produto e mesmo assim, agricultores estão relutantes em vender a safra velha”, destacam os analistas.

No milho, apontam, os rumores de que a China estaria buscando algo entre um milhão a 2,5 milhões de toneladas da nova safra para outubro/novembro também mexeu com os preços: “Não há como saber quando as compras serão anunciadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) mas os traders discutem o interesse chinês pelo grão norte-americano há cerca de 10 dias”.

“Enquanto isso, continuam as incertezas com o clima para o plantio de soja e milho nos EUA e para a safrinha aqui no Brasil. No país norte-americano, o trigo em Oklahoma e em partes do Texas foi danificado por conta do frio. As temperaturas atingiram entre -6°C e -1°C, o suficiente para causar prejuízos ao cereal. Aqui no Brasil, o receio maior é com áreas de São Paulo e Paraná, principalmente”, acrescenta a AgResource Brasil. 

“Conforme alertamos em nossos relatórios, o milho está se aproximando da primeira meta de preço indicada pela AgResource, entre US$ 6,25 e US$ 6,40 enquanto a soja se aproxima de US$ 15 a US$ 15,20. O mercado à vista nos EUA e o potencial de quebra da segunda safra de milho estão direcionando as altas dos futuros na Bolsa de Chicago e a AgResource permanece otimista e acredita em preços mais altos no longo prazo”, concluem os analistas.