Semeadura enfrentou desafios com a falta de chuva mas já alcança a normalidade

Uma análise feita pela Consultoria Céleres avaliou como está a evolução da implantação da nova safra de soja no país. Os dados são referentes à 6 de novembro. No começo do plantio grandes regiões produtoras como o Centro-Oeste enfrentaram problemas com falta de chuvas. Com a volta da umidade a evolução dos trabalhos já alcança a normalidade e em algumas lavouras já está acima dos ciclos anteriores.  Na média Brasil a semeadura está em 55%. No mesmo período da safra passada eram 48% e nos últimos cinco anos 46%, o que indica plantio acima da média. 

O estado mais adiantado é o Mato Grosso, maior produtor nacional da oleaginosa e que projeta plantar 10,2 milhões de hectares. O volume já chega a 86%, abaixo da média do ano passado (88%) mas bem acima da média dos últimos cinco anos (73,8%). O Mato Grosso do Sul tem 72% de área semeada. No ano passado eram 58%. Em Goiás o índice é de 47%, equilibrado com o ano passado. 

No Sudeste o mais adiantado é São Paulo, com 46% e Minas Gerais tem 42%. Ambos estão acima da média do ano passado (29%). No Matopiba os trabalhos também estão adiantados. Na Bahia a implantação chega a 25%; no Maranhão 21%; no Tocantins são 28% e no Piauí 16%. Todos os estados da fronteira agrícola têm cerca do dobro do volume plantado em relação ao mesmo período da safra passada. 

Com isso os riscos de perda de janela para o milho safrinha foram minimizados. Segundo a consultoria isso se deve à “eficiência do sojicultor brasileiro, que com investimento em maquinário, tecnologia e jornadas de trabalho às vezes de mais de 20 horas/dia conseguiu assim recuperar o atraso provocado pela demora na chegada das chuvas”.

No entanto, o risco da falta de chuva ainda existe, sobretudo nos estados mais ao Sul. Em algumas partes do Rio Grande do Sul e Santa Catarina a necessidade de replantio é uma realidade bem próxima e há um pequeno atraso na semeadura. O estado gaúcho é o mais atrasado, com 19% da área plantada, mesmo assim acima da média dos últimos cinco anos que é de 14%. Em terras catarinenses a área chega a 32%, também acima da média. O Paraná é o mais adiantado e ocupa o segundo lugar no país. Tem 83% de área semeada. No ano passado eram 69% e a média de cinco anos é 68%.

FONTE: AGROLINK