Corporação em MS também orientou servidores a questionar as pessoas que ligarem por meio do 193, com a intenção de saber se viajaram para a China, por exemplo.

O alerta sobre o novo coronavírus, descoberto em 2019 na China e de nome Covid-19, com cinco casos suspeitos em Mato Grosso do Sul, fez o Corpo de Bombeiros reforçarem a proteção com o uso de máscaras específicas que protegem contra gotículas e aerossóis, além de óculos e outros equipamentos que evitam o contágio da doença.

Segundo o tenente-coronel Fernando Carminati, todas as viaturas de resgate do estado estão equipadas. “Nós mudamos a proteção dos militares e, dependendo do tipo de atendimento, de quem liga no 193, os militares estão orientados a perguntar sobre o local que esta pessoa esteve visitando recentemente ou então teve contato que visitou países em estado crítico, como a China, então é feita essa anamnese para evitar um possível contágio”, explicou.

Conforme dados da secretaria estadual de saúde, são cinco casos suspeitos no estado. Já o Ministério da Saúde falou da investigação de dois casos. O perfil destes casos é de um jovem de 24 anos, que está em Ponta Porã, na fronteira com o Paraguai. Ele esteve na Tailândia recentemente e está em hospital público. Outro é um paciente de 65 anos que tem doença cardiovascular, hipertensão e esteve recentemente na Itália, sendo que agora está em Campo Grande, em isolamento domiciliar.

O outro seria um paciente de 53 anos em tratamento da tireoide, que está na capital sul-mato-grossense. Ele também esteve na Itália recentemente e permanece em isolamento domiciliar. Tem ainda o caso de uma jovem de 18 anos, que esteve na Coréia do Sul, é pré diabética e está em isolamento em um hospital particular da cidade. Por último, um menino de 8 anos, que está em casa e esteve na Itália recentemente.

Bombeiros de MS passam a fazer atendimentos com proteção contra o coronavírus

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Sobre estes casos, a secretária adjunta de saúde do estado, Crhistinne Maymone Gonçalves, fala que o aparato médico está preparado para atender a estes pacientes. “Nós imaginávamos que isso realmente pudesse acontecer porque, na verdade, foi ampliado o escopo para 16 países. Nosso tráfego, principalmente com a Itália, é muito intenso, então, muitos casos suspeitos vem de origem pela ampliação dos países que foram determinados pelo próprio Ministério da Saúde”, explicou.

Conforme Gonçalves, o protocolo recomend, para os casos suspeitos, fazer a primeira amostra no nosso laboratório, o Laboratório Central de Mato Grosso do Sul – o Lacen – em MS. “Nós rodamos para oito tipos de vírus e dois casos foram diagnosticados com influenza A e os demais casos, as demais amostras são encaminhadas ao Instituto Adolfo Lutz, no qual teremos o resultado na próxima semana e nos preparamos para este momento….nosso Lacen continua com bastante e intensa atividade e com o tempo de uma resposta rápida e uma decisão oportuna com pouco mais porque o nosso grupo de trabalhadores atua em plantões, com hora extra e por 24 horas”, finalizou.

Fonte: G1 MS