Em comemoração ao aniversário de 118 anos de Campo Grande, o JD1 Notícias preparou uma série especial de matérias que contam um pouco de sua história. Para homenagear a nossa Cidade Morena  com toda a certeza é preciso falar dos marcos históricos da arquitetura de Campo Grande. Eles são parte da identidade da cidade e é através deles que fica registrado na história a passagem dos diversos povos que formam a cultura da Capital.

Campo Grande é marcada pela diversidade de costumes, música e gastronomia e cada um desses traços reflete as singulares culturais que são à herança deixada povos que vieram para cá e fincaram raízes na Capital.

Falar sobre os marcos da arquitetura de Campo Grande é algo difícil, pois a arquitetura é uma arte que marca o tempo e evolui de acordo com as inovações e na Capital isso não é diferente.  Para o arquiteto Vinicius Siemionko Suris não há como dizer qual obra é a mais importante. “Cada uma marcou o seu tempo e existem diversas obras que tem uma relevância muito grande em Campo Grande, como o Colégio Oswaldo Cruz, a Casa o Artesão, a Loja Maçônica, a escola Maria Constança Barros Machado (que é projeto do arquiteto Oscar Niemeyer) e o Parque dos Poderes. Não tem como dizer que um é mais importante” explicou o arquiteto.

A arquitetura da capital conta como foi essa evolução da cidade desde o museu em honra aos fundadores até o Parque dos Poderes que é uma das obras mais renomadas do estado.

A cidade nunca parou de crescer foram muitos os avanços na tecnologia que acabaram tornando Campo Grande a capital do Estado de Mato Grosso do Sul. E que tal saber um pouco sobre alguns desses lugares tão marcantes da Cidade Morena.

Morada do Baís

Conhecida como Pensão Pimentel, a atual Morada dos Baís é o edifício urbano mais antigo da cidade. Em 1913, o Eng enheiro João Pandiá Calógeras a projetou e construiu, com o construtor português Mathias.

É uma das obras mais conhecidas pela população e surge com mais frequência quando perguntamos sobre arquitetura. A Morada dos Baís foi o primeiro sobrado de Campo Grande e funcionava como um prédio comercial na parte inferior e a casa da família no piso superior. Hoje também abriga shows e visitações ao museu Lidia Baís pintora e antiga moradora da morada.

O arquiteto Ângelo Arruda diz que “A Morada foi sim um marco de sua época, mas existe uma evolução. Cada época tem seu marco especifico e não teria como dizer que a Morada seria o maior marco da arquitetura”.

O Parque dos Poderes

O parque é muito mais do que uma atração turística. Além de ser uma reserva ambiental conta com os prédios da administração publica, de onde vem o nome Parque dos Poderes. Nele ficam as sedes do poder Judiciário, Legislativo e Executivo do Estado.

Além de sua importância política o parque é um dos pontos de convergência entre o homem e a natureza mais procurados da cidade. Muitos pessoas usam das ruas pouco movimentadas para fazer exercícios e para passeios com a família.

Segundo o Arquiteto Ângelo Arruda o Parque dos Poderes é sem duvida um marco muito importante da arquitetura de Campo Grande. Para ele o local é o 1º conjunto arquitetônico e um dos mais relevantes de Campo Grande por ser um projeto inteiramente de Campo Grande. “Não tem como dizer qual é o mais importante, mas no parque fica a obra mais condecorada com prêmios de arquitetura de Campo Grande, a Torre da Tv Educativa já recebeu oito prêmios”, ressaltou o arquiteto.

Agora fica para a população e para o governo uma responsabilidade a de manter esse patrimônio e de zelar por ele. “Existe uma necessidade muito grande de preservar e proteger essas obras não só pelo valor arquitetônico delas, mas também para o que elas são usadas esse é o legado da arquitetura de campo grande” disse Ângelo Arruda.
Casa do Artesão

Situada na esquina entre as avenidas Afonso Pena e Calógeras na Casa do Artesão é possível encontrar belos artesanatos, peças de cerâmica e de madeira vindos das tribos indígenas da região, além das coloridas tapeçarias .

Construída entre 1918 e 1923 sob as ordens de Francisco Cetraro e Pasquele Cândida, com projeto do engenheiro Camilo Boni, a Casa do Artesão foi inaugurada em 1º de setembro de 1975, reinaugurada em 1990 após restauração e revitalização. A edificação é tombada como patrimônio histórico estadual.

Mercado Municipal

No Mercado Municipal Antônio Valente, o Mercadão, há de tudo um pouco: carnes, peixes, queijos, doces, ervas, etc. Inaugurado em agosto de 1958, tem sua origem numa feira livre que ocupava uma grande área margeando os trilhos da Noroeste, entre a avenida Afonso Pena e a Rua 7 de Setembro.

Museu José Antônio Pereira

Localizada fora da área central, a única edificação da época de 1880, ainda existente, é a do Museu José Antônio Pereira. A sede do Museu fica na antiga Fazenda Bálsamo, distante 8 km do centro da cidade. O local é bastante interessante para conhecer um pouco mais dos hábitos de um dos primeiros habitantes de Campo Grande e tem como principais atrações as principais o carro de boi, o engenho, o monjolo, a casa e o fogão à lenha.

Por JD1.Noticias